São Paulo, 19 de Maio de 2012
  • Navegue pelo universo da saúde e fique por dentro dos mais variados temas para melhorar a sua qualidade de vida.
  • Dúvidas sobre o universo da saúde, sugestões de pautas. Entre em contato.
COMPARTILHE

Menu

Calendário da Saúde

Cadastre seu email

Informe o seu nome:

Informe o seu email:

Problemas na tireóide podem causar sérios danos à gestação

Publicado em: 10/11/2011

Mulheres sem histórico de alteração da tireóide também podem contrair a doença durante a gravidez 

 

A lista de exames solicitados pelos obstetras durante o pré-natal não é pequena. Contudo, alguns exames são ignorados neste período, o que leva ao desconhecimento de doenças com grandes riscos à saúde da mãe e do bebê, como é o caso da tireóide, cujas alterações podem levar à hipertensão gestacional, parto prematuro, baixo peso ao nascer e até aborto, segundo a Dra. Gláucia Mazeto, endocrinologista e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Publicação divulgada este ano pela Associação Americana de Tireóide alerta para a importância da realização precoce dos exames que avaliam os níveis dos hormônios da tireóide em gestantes com histórico prévio ou fatores de risco para a doença. Entretanto, a avaliação clínica criteriosa durante a gestação deve se estender também às mulheres que nunca apresentaram o problema, já que estas podem vir a desenvolvê-lo neste período. “A gestação, pelas alterações orgânicas e funcionais que provoca, apresenta um impacto sobre a glândula tireóide”, alerta a especialista.

Localizada no pescoço, a tireóide produz hormônios que regulam o metabolismo. No caso das grávidas, o funcionamento inadequado desse processo pode prejudicar o crescimento e o desenvolvimento do bebê no útero. Quando a glândula libera hormônios em excesso leva ao hipertireoidismo, contrário à escassez, que pode gerar o hipotireoidismo. De acordo com a Dra. Gláucia Mazeto, o hipo é menos impactante para a grávida, uma vez que “características relacionadas ao próprio quadro clínico e às medicações utilizadas o tornam de mais fácil tratamento”. De acordo com a publicação divulgada este ano, aproximadamente 3% das gestantes apresentam hipotireoidismo, enquanto que 0,4% possui o hipertireoidismo.

No entanto, as gestantes não têm motivos para assombros. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento das disfunções tireoidianas, se possível no primeiro trimestre de gestação, mais garantia de êxito obterá o processo. Em ambos os casos de alteração da tireóide o tratamento é possível com o uso de medicamentos específicos e a realização periódica de exames laboratoriais.

Para efetivar o ditado popular “gravidez não é doença”, as futuras mamães precisam realizar o pré-natal regularmente e, principalmente, manter-se informadas, pois, assim, saberão cobrar quando os seus próprios médicos desconhecerem procedimentos indispensáveis à saúde da mulher e do bebê.